“SEMEANDO SEMENTES DE JUSTIÇA E PAZ”

Como postulante das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário, sinto-me feliz e agradecida por ter assistido às palestras da Conferência Episcopal Católica de Filipinas (CBCP) como o lema: “Semeando Sementes de Justiça e Paz”. Três bispos católicos e um protestante debateram sobre o que está a suceder no mundo e em Filipinas.

 

Comoveu-me profundamente uma das palestras do bispo, que começou com a carta de São Paulo aos Gálatas, capítulo 6, versículo 9: “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos a nossa colheita se não nos dermos por vencidos”. Relacionou esta passagem com a imagem de um agricultor que trabalhava no campo com as suas próprias mãos, mas o governo impediu-o e confiscaram-lhe as suas terras. Enquanto escutava a sua palestra, surgiram-me perguntas como: Havia justiça e paz neles? Mostrou o governo interesse e preocupação pelas pessoas que não têm terreno para construir uma casa, trabalhar, etc.?

 

Num mundo de desenvolvimento tecnológico, a vida humana se vê cada vez mais claramente discriminada entre ricos e pobres, pela cor da pele, status social, idioma e entre nações (a guerra continua em Ucrânia, Rússia, Myanmar, etc.). É difícil e lamentável para quem não tem lugar na sociedade, especialmente para os pobres de Filipinas, onde vivo. A maioria das pessoas que conheci no mercado não tem dinheiro para comprar comida nem uma casa aonde regressar; simplesmente vivem na rua, debaixo das pontes. Ao vê-los, só posso rezar por elas, fazer-lhes perguntas, dar-lhes bolachas, doces ou sorrir-lhes para animá-los. Mas essas coisas são apenas temporais.

 

Na minha vida numa comunidade religiosa, sinto-me bendizida por ter vivido num entorno seguro e bem equipado, tanto física como espiritualmente. Tudo isto me recorda: estou chamada a ir mais além de proporcionar recursos materiais. Isto inclui oferecer apoio emocional, alento espiritual e oportunidades de empoderamento a quem vive na pobreza, a começar por minha própria comunidade. Para realizar atos de bondade, animar as minhas companheiras, animar-nos e apoiar-nos mutuamente como prática em meu esforço por ajudar aos pobres. Para este ano 2025, um ano de esperança, a Igreja e o falecido Papa Francisco nos animam a renovar-nos, a perdoar-nos e reconciliar-nos, e a centrar-nos em encontrar esperança na palavra de Deus.

Postulante ESCOLÁSTICA

Província Nossa Senhora Rainha da China

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