Querida Madre Ascensão Nicol e querido Padre Ramón Zubieta

Ao escrever-vos esta carta, o meu coração está cheio de emoção. No meio do silêncio da oração sinto a necessidade de abrir-vos a alma, de partilhar convosco as minhas inquietações, os meus temores, mas também a minha esperança e o meu profundo desejo de seguir o caminho que iniciastes com tanto amor.

Tenho um sonho que me inquieta por dentro: o da missão nas montanhas, nos recônditos esquecidos. Sinto a chamada a levar a Boa Notícia, a partilhar com os mais humildes a presença viva de Deus, tal como vós o fizestes. No entanto, também me acompanham muitos medos. Temo não ser o suficientemente forte, não estar à altura da missão que se me confia. Preocupa-me falhar, deixar-me vencer por minhas debilidades. Às vezes, o peso do desconhecido me inquieta: Que decisões terei que tomar? Que caminhos se abrirão perante mim?

Mas, apesar de tudo, não me detenho. Porque sei que caminhais comigo. Me aferro às palavras do Padre Zubieta: «O meu espírito sempre estará contigo». Essa promessa me dá força. Me recorda que não estou só na missão.

Por isso, vos peço que intercedais por mim, que me ajudeis a olhar sempre para além do medo, com valentia e determinação, com a confiança posta em Deus. Que, como vós, eu também possa entregar-me sem reservas, ali donde mais se necessite.

Obrigada por vossa vida entregada, por cada dia continuardes a inspirar-nos.

Com todo o meu carinho,

Annie

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