REDESCOBRINDO O VALOR DA FRAGILIDADE E DA VULNERABILIDADE

Nos últimos anos, quase todas as organizações, agências governamentais e não governamentais, grupos e inclusivamente congregações se inspiraram na chamada da Igreja, através do Papa Francisco, para promover o cuidado e a defesa da Mãe Terra, um compromisso de Laudato Sí.

De facto, nos encontramos numa terra de fragilidade e vulnerabilidade. Fiéis a isso, muitos tomaram a sério esta afirmação e criaram movimentos com preocupações coletivas como defensores. As Nações Unidas desenvolveram ainda mais os seus objetivos para o cuidado da terra, destinando a maior parte das suas contribuições a Ações Climáticas.

 

Como podemos realmente fazer justiça a este chamado e a nossa resposta de modo mais responsável possível?

Como dominicanos no sul das nossas queridas Filipinas, buscamos maneiras de promover esta urgência, para ajudar a sarar a terra através do seu processo, se as pessoas se importam que isto suceda. De facto, damos passos humildes ao iniciar com as crianças, jovens e famílias, junto com pessoas comprometidas em nossos lugares de trabalho e comunidades. Cada família deste planeta que pisamos tem a responsabilidade implícita de cuidá-lo!

Os nossos membros comprometeram-se com diversas iniciativas a promover este cuidado do meio ambiente, que com o tempo se convertem em cuidado das comunidades. Como muitos escutaram este dito: «A natureza pode viver sem os humanos, mas os humanos não podem viver sem a natureza». As crianças e jovens com quem trabalhamos tomaram esta passagem a sério, como o foi no princípio e capítulo 1 de Génesis é um recordatório deste paraíso, perdido pela desobediência, cuja voz nos impregna: para restabelecer a ordem (como Deus pronunciou uma vez: barah!) na caótica realidade inversa na que vivemos, para ajudar a criar e recriar o mundo. De facto, fazemos um chamado à história da criação para seguir semeando sementes de bondade e paz, de amabilidade e ordem, donde quer que estejamos.

Deus nos mostrou no Pentateuco que todos estamos chamados a viver esta dignidade como filhos de Deus: obedecer tem prioridade, trabalhar, cuidar, partilhar e dar graças ao ver que tudo é bom. Isto nos ajudará a compreender a nossa missão como peregrinos na terra, como viajantes como o resto da humanidade. Redescobrir o valor da nossa fragilidade nos despertará para a compreensão do que cada um deve fazer: que, na realidade, todos somos vulneráveis e esperamos ser ajudados, redimidos dos nossos próprios vícios e teimosias. É hora de que redescubramos a nossa missão junto dos nossos vizinhos, em nossos lugares de trabalho e inclusivamente nas nossas próprias comunidades. AJUDA A SALVAR A TERRA. JUNTOS, PROSPERAREMOS.

* Nini Rebollos en Zamboanga, Filipinas

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