Recebi o envio para Quelimane este ano com um olhar muito esperançoso e o coração ansioso, para pisar por estas terras onde muitas das irmãs deram a sua vida, deixando-se ser pão para este povo. É um canto do país que vale apena conhecer e viver, sobretudo como missionária. Quelimane é a conhecida cidade das bicicletas, mas para mim é o sorriso de Moçambique. Neste canto o povo só sabe ser alegre na simplicidade e delicado na humildade. É um meio pequeno e todos se conhecem, sabe mesmo bem, estar aqui! Tenho recebido e aprendido mais do que merecia, porque este povo nos vai ensinando com a sua vida, a mim particularmente sinto um sentido de pertença tão vinculado, as pessoas não só dão, mas como se dão! Acompanhar de perto as comunidades cristãs, ver como elas vivem, crescem e partilham as suas experiências quotidianas de fé, a sua forma de ser esperançosos, mesmo quando parece não haver razões para tal, é realmente uma graça. No fundo a graça maior tenho recebido eu ao ver, testemunhar e aprender o “ser esperançoso” em todas as dimensões da vida com este povo. Naturalmente se vai concretizando o “… no meio do povo vem e verás!” Hoje não só vejo, como também o coração sente os passos firmes de esperança ao ritmo deste pequeno povo em todos os sentidos