UMA TESTEMUNHA VIVENTE DA ESPERANÇA
- Hnasmdro
- noviembre 18, 2025
- Experiências MDR
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Ao estudar e contemplar a vida de Frei Ramón Zubieta, senti-me profundamente comovida e inspirada por sua total entrega a Deus e aos mais pobres entre os pobres. A sua história não é simplesmente um capítulo da história, senão um testemunho vivo de fé, valentia e esperança que continua a iluminar o nosso caminho missionário no complexo mundo de hoje.
Este ano, ao comemorar os 104 anos do seu falecimento, somos convidadas, não só a recordar a sua vida extraordinária como também a reavivar a chama do seu espírito missionário nos nossos corações. O seu legado recorda-nos que a santidade nasce da fidelidade diária, de escutar a voz de Deus e responder com amor generoso.
Ao refletir sobre a sua vida, dou-me conta de que o seu exemplo fala poderosamente ao nosso tempo, uma época marcada por guerras, calamidades naturais, injustiças, violência, corrupção, etc. Em meio de tais realidades, o seu testemunho se converte num desafio profético e em fonte de alento, recordando-nos que a missão continua a ser possível e necessária, inclusivamente nas circunstâncias mais difíceis. O seu caminho foi de profunda fé e de uma confiança inquebrantável na Divina Providência, caracterizado pela obediência, pelo sacrifício e um profundo sentido de missão. Os seus anos em Filipinas e posteriormente a sua missão na Amazónia peruana revelam um espírito incansável e valente, capaz de transformar a adversidade em oportunidade, a solidão em encontro e o medo em valentia.
Hoje, a celebrar o Ano da Esperança, a vida de Frei Ramón Zubieta ressoa com um significado renovado. A sua memória fortalece a nossa convicção de que a esperança não é um simples sentimento, senão uma confiança firme nas promessas de Deus. Ele nos convida a ser portadoras de esperança, a enfrentar os desafios com valentia, a cruzar fronteiras com compaixão e a acreditar que Deus continua a atuar inclusivamente nas sombras do nosso tempo. As suas humildes travessias pelo rio Amazonas numa simples canoa nos recordam que a esperança nasce da perseverança e da fé, e a confiar que a luz de Deus pode abrir passos em toda a obscuridade.
Para ele, a missão nunca foi uma tarefa por cumprir, senão uma forma de vida, um compromisso quotidiano alimentado pelo encontro com Cristo crucificado e ressuscitado, especialmente nos rostos dos pobres e marginalizados. Num mundo com frequência tentado pela desesperança, a sua vida se alça como um farol de esperança, chamando-nos a acreditar que a transformação começa quando respondemos com fé, amor e perseverança.
Ao honrar a memória do Frei Ramón Zubieta, damos graças a Deus pela sua vida e por seu legado, uma vida entregue por amor a Deus e à humanidade. Que a sua paixão pelo Evangelho continue a inspirar-nos para sermos valentes testemunhas da esperança, profetas da compaixão e construtoras de um mundo onde o amor não conheça fronteiras.
“O meu espírito estará sempre convosco; mas há momentos em que peço a Nosso Senhor que sintam como se eu estivesse presente para animá-las e a fortalecê-las…” (Mons. Ramón Zubieta)
Felizarde Mariana dos Santos
