NOSSAS MÁRTIRES PRESENTES ONTEM, HOJE, AMANHÃ E PARA SEMPRE

Se o grão de trigo que se lança na terra não morre, permanece só, mas se morre, dá muito fruto.”

No dia 25 de novembro, ao celebrar o 61º aniversário da Páscoa das nossas queridas Irmãs: Maria Justa, Maria do Bom Conselho, Maria Cândida e Maria Olimpia, sinto-me comovida a renovar a minha fidelidade a Deus e a Congregação para “ser fiel para sempre sem duvidar”. São e sempre serão nossos faróis que iluminam o horizonte que todos seguimos, são e sempre serão as nossas heroínas, por sua valentia, determinação e coragem ao entregar as suas vidas até ao final e assim mostrar-nos que seguir a Cristo não se faz com palavras bonitas nem boas intenções, senão com a vida e com a prática de pequenos sacrifícios para dizer que é possível derramar sangue, se necessário, tal como Elas. Deixaram-se imolar dando o mais valioso de si, que é a vida, uma vida saboreada por todos os com quem partilharam a missão.

O martírio para nós, os seres humanos, se entende como loucura, mas para Deus é também o mais valioso que deram de si mesmas: fidelidade, confiança, coração, compromisso; não queriam dececionar no que eles mesmas assumiram no dia da sua profissão religiosa, ser fiéis até ao fim, ainda que essa fidelidade lhes custasse sangue. Que exemplo de vida mais impactante e comovedor! O qual, até hoje, merece a nossa admiração… A vós, queridas irmãs, toda a minha admiração e consideração. Cada vez que leio a vossa história sinto-me renovada. A fé em Deus fê-las tão fortes e valentes que tudo se logrou por vós ao porem-se nas mãos de Deus. Por isso o medo, a insegurança e a angústia não as afetaram nem as fizeram vacilar em nenhum momento, quando decidiram ficar do lado das pessoas que tanto amaram. O amor pelo próximo era tão grande, puro e profundo que se esqueceram de si mesmas.  E isto levou-as a entregarem-se sim limites, sem fronteiras, sem raça e sem cor. Tudo isto foi fruto de uma experiência muito profunda em Deus, uma conexão íntima com Deus que as levou a valorizar ao próximo como prioridade do plano de Deus e a razão prioritária em sua colheita. Este Deus presente nos pobres, os desfavorecidos e os que carecem de tudo.

Muito obrigada, irmãs, por vossa dedicação incondicional e por el exemplo que nos deixam, ser uma comunidade exemplar e unida que vive em comunhão entre vós. Ajudem-nos a seguir os vossos passos hoje e sempre.

Aqui deixo uma frase da nossa irmã Maria do Bom Conselho: “O missionário mais que ninguém tem que ser santo e eu, longe disso, tenho medo de fazer mal aos demais, em lugar de fazer o bem.”

Um grande abraço

Irmã Rita da Purificação João

Viana, Angola

Compartir esta publicacion