INTERCULTURALIDAD MDR

Sou a irmã Rufina Helena Matamba Lucamba, de 32 anos de idade, da província Nossa Senhora do Rosário-Angola/Moçambique. Estou em Filipinas Manila, para participar do curso de acompanhantes e neste momento estou na fase de aprendizagem da Língua Inglesa. Gostaria de partilhar convosco queridas irmãs a experiência vivida no noviciado Asiático e sobre as aulas de  English com a irmã Consolación A. Sta. Maria, OP.

Antes de mais, quero começar a minha partilha de experiência com a reflexão do trecho que foi extraído do livro

As raízes, sobre O fundamento da vida, Tema 1

“Os Santos Padres, refletindo sobre o mistério da trindade, se perguntavam: Como é possível que três sejam um, que o múltiplo chegue a ser um?
Porventura,  há uma interação,  conexão e interpretação no que se vive ou uma mera imitação?
E respondiam que isso só é possível pelo amor, pela experiência  de estar um  com o outro.”

O mesmo me pergunto hoje: Como é possível, que sendo tão distintas em idade, em cultura, em formação, raça em língua,… cheguemos a formar comunidade,  cheguemos a optar e a realizar um Projecto comum?

A explicacação só pode estar no facto de termos sido impelidas por um amor Trinitário. Por um Deus que toca a minha e a nossa humanidade. Isto quer dizer que desde que dei um sim ao projecto salvífico de Deus, estou aberta a viver a interculturalidade, disposta a entrar numa dinâmica de constante transformação, renovação, apesar das nossas diferenças e limitações, podemos seguir adiante sempre com um sentido de pertença as nossas origens.

Os  dias que passei no noviciado me senti tão bem, foi para mim momento de renovaçao  e recordar o meu noviciado.  Estou tão agradecida pela abertura das irmãs e pela oportunidade que nos deram de podermos passar um tempo no noviciado, partilharmos a vida vocacional, e experiência Missionária com as irmãs da comunidade de formaçao. Quero aqui ressaltar o acolhimento, a  atenção e o carinho;a abertura e simplicidade das irmãs e de parte das noviças ajudou-me a experimentar momentos de inculturação, pude dar-me conta de que a MDR não deve ter fronteiras, o mundo é a sua casa.   Na partilha da cultura vietnamita e timorense feita pelas noviças, descobri nestes dois povos muitos valores tais como: a humildade simplicidade, o respeito, a preservação da cultura e a força.
Aprendi que as nossas diferenças não devem ser obstáculo para aprender, viver, abrir-se ao novo, pois, respeitar, aceitar e acolher o diferente, é um dos elementos fundamentais para a aprendizagem, interelação e entrar num proceso de integração.

O momento foi para mim de muito júbilo, e posso compará-lo com um peregrino sedento que encontra um oásis.

As aulas de Inglês tem sido momentos de descobertas,  de aprender e desaprender. 

Na verdade, a primeira semana foi muito difícil mas a irmã Consolacion St. Maria,OP, nos tem ajudado muito nas aulas, utilizando uma dinâmica interessante que facilita muito a aprendizagem, sobretudo a metodologia de formação de frases, o segredo é saber que a frase tem que tem um  sujeito, verbo e predicado

O outro segredo é:
“Escutar, falar, escrever e ler” sem medo de cometer erros.

Estamos a caminhar como uns bebéis que começam a dar os seus primeiros passos, com vontade de levantar e começar caminhar, com pouco equilíbrio e por isso muitas vezes sujeitos a quedas, mas sempre com uma boa  disposição e vontade de avançar.

“Assim estou”

Agradeço imenso ao Conselho Geral,  a Província que nos acolhe e a comunidade que está sempre nesta disposição de nos ajudar. 
Que os nossos pais fundadores nos acompanhem.

Bem-haja a todas as irmãs.

 2026

Att. Ir. Rufina Lucamba,OP.

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